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Descarte incorreto de resíduos comuns da folia pode causar extravasamentos de esgoto e prejudicar a balneabilidade das praias

O Carnaval está chegando e o litoral do Paraná voltará a receber um grande fluxo de turistas e foliões, especialmente jovens que aproveitam os dias de festa com bloquinhos e banhos de mar. Com a programação, também aumentam os riscos de problemas na rede de esgoto, que podem resultar em entupimentos, extravasamentos e impacto direto na qualidade da água do mar.

O descarte incorreto de resíduos em vasos sanitários, ralos e pias está entre as principais causas de transtornos registrados nesta época. Quando a rede de esgoto é sobrecarregada, o esgoto pode extravasar em vias públicas durante o próprio bloquinho ou retornar pelos ralos de casas e comércios. Além do transtorno, esse material pode ir para o mar, tornando as praias impróprias para banho.

Segundo Gustavo dos Reis Gomes, coordenador de Eletromecânica da Ambiental Paraná, empresa responsável pela gestão do saneamento em Guaratuba, Morretes e outras 50 cidades do estado, por meio de Parceria Público Privada com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), o Carnaval exige atenção redobrada. “O aumento no número de pessoas impacta diretamente a rede de esgoto. Quando resíduos sólidos são descartados de forma incorreta, o sistema não consegue absorver essa carga e os problemas aparecem rapidamente”, explica.

Entre os materiais mais encontrados nas tubulações durante o período de verão e Carnaval estão:

Glitter – Muito comum nos bloquinhos, o glitter é feito de plástico e não é biodegradável. Ao ser retirado no banho, acaba escorrendo pelo ralo e segue para a rede de esgoto. Por ser extremamente pequeno, não é totalmente retido no tratamento e pode chegar a rios e ao mar, contribuindo para a poluição da água. O recomendando é o uso de glitter biodegradável, encontrado com facilidade em lojas do segmento.

Preservativos – Esses materiais não se desfazem na água. Ao chegar nas tubulações, se acumulam junto com cabelos e outras fibras, paralisando o sistema de bombeamento. O descarte correto é na lixeira.

Areia – Entra na rede principalmente após banhos e limpeza de áreas externas. Dentro do sistema, provoca desgaste e reduz a eficiência do bombeamento do esgoto para a estação de tratamento, aumentando o risco de falhas. Uma das soluções é retirar o excesso de areia nos chuveiros de praia, onde o material fica na natureza.

Adereços e plásticos rígidos – Pedaços de fantasias, embalagens e fragmentos de plástico podem entrar na rede e parar nos sistemas de bombeamento, o que causam obstrução e queima dos equipamentos, favorecendo refluxos e extravasamentos. O descarte correto é na lixeira.

“O problema não fica restrito à rede. O extravasamento de esgoto representa risco à saúde pública e pode comprometer a qualidade da água do mar, interferindo no uso das praias durante o feriado”, alerta Gomes.

A orientação é simples: a rede de esgoto foi projetada para receber apenas esgoto doméstico. Resíduos sólidos, areia, gordura, água da chuva e itens utilizados durante o Carnaval devem ser descartados corretamente no lixo adequado. “Preservar e manter o bom funcionamento da rede é uma responsabilidade de todos, moradores e turistas”, completa Gomes.

Pequenas atitudes individuais ajudam a evitar transtornos coletivos e contribuem para que o litoral do Paraná continue sendo um destino seguro e agradável.

Sobre Ambiental Paraná

A Ambiental Paraná é uma empresa da Aegea Saneamento, líder no setor privado de saneamento básico no Brasil, e responsável, desde janeiro de 2024, pela operação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, incluindo as atividades de execução de obras, operação, manutenção, ampliações, melhorias e implantações em 52 cidades do estado, por meio da Parceria Público Privada com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ela é responsável pelo atendimento de 16 municípios da região Centro-Litoral do Paraná e por outros 36 municípios da região Centro-Leste. Ao lado da Sanepar, a Ambiental Paraná atuará promovendo o acesso à coleta e tratamento de esgoto de 90% da população das duas regiões, beneficiando mais de 800 mil pessoas até 2033.  

Os municípios atendidos na região Centro-Litoral são: Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Cerro Azul, Contenda, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Mandirituba, Morretes, Rio Branco do Sul, Piên, Quitandinha, Rio Negro e Tijucas do Sul. Os municípios atendidos na região Centro-Leste são: Arapuã, Ariranha do Ivaí, Borrazópolis, Cafeara, Campina do Simão, Congonhinhas, Cruzmaltina, Cruz Machado, Espigão Alto do Iguaçu, Fernandes Pinheiros, Foz do Jordão, General Carneiro, Goioxim, Grandes Rios, Guaraci, Ibaiti Itaguajé, Jaboti, Jardim Alegre, Lupianópolis, Marquinho, Nova Tebas, Palmital, Pinhalão, Pinhão, Pitanga, Porto Vitória, Rancho Alegre, Ribeirão do Pinhal, Rio Branco do Ivai, Sabáudia, Santa Amélia, Santa Maria do Oeste, São Pedro do Ivaí, Teixeira Soares e Turvo.

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