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Ambiental Paraná retirou 91 toneladas de materiais indevidos das estações de tratamento de esgoto em apenas quatro meses

Nos primeiros quatro meses de 2026, mais de 91 toneladas de resíduos descartados irregularmente foram retiradas de Estações de Tratamento de Esgoto em 18 cidades do Paraná. Juntos, estes municípios somam pouco mais de 350 mil habitantes, entre eles Fazenda Rio Grande, Guaratuba e Morretes. Um recorte que ajuda a dimensionar o desafio que a sociedade brasileira ainda tem sobre a importância do tratamento do esgoto na vida de todo o cidadão. 

Nas estações, foram encontrados materiais como plásticos, panos, embalagens, fios, cotonetes, lenços umedecidos e outros itens que deveriam ser encaminhados para reciclagem ou para a coleta convencional.

Além de comprometer e sobrecarregar o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário, o descarte incorreto pode causar entupimentos, extravasamentos e refluxo – inclusive para dentro das próprias residências –, aumento dos custos operacionais e danos aos equipamentos utilizados no tratamento do esgoto.

O levantamento foi realizado pela Ambiental Paraná, empresa responsável pela gestão de esgoto em 52 municípios paranaenses por meio de uma Parceria Público-Privada com a Sanepar. Os números entram em evidência na semana em que é celebrado, em 17 de maio, o Dia Mundial da Reciclagem.

“Se por um lado temos um avanço do tratamento de esgoto em todo o país com a chegada do Marco Legal do Saneamento, por outro temos o desafio de sensibilizar as pessoas com acesso às conexões de que o resultado deste projeto só se consolidará se toda a cadeia for completa, pois estamos diante de responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas parceiras e a população, onde todos exercem um papel fundamental para que o saneamento seja uma realidade funcional na vida de todos”,  analisa Cleverson França, responsável pela área de responsabilidade social da Ambiental Paraná.

Para o executivo,  grande parte dos resíduos encontrados nas estações poderia ter recebido a destinação correta sem passar pela rede de esgoto. “Quando esses materiais são descartados de forma inadequada, eles acabam prejudicando e sobrecarregando toda a operação do sistema, desde a coleta até o tratamento”, explica.

No levantamento realizado pela Ambiental Paraná, itens como plástico, óleo de cozinha, tecidos, cabelo, fio dental, absorventes e lenços umedecidos estão entre os materiais mais encontrados nas unidades. Embora sejam itens pequenos, o acúmulo gera toneladas de resíduos mensalmente.

“É importante reforçar que a rede foi projetada exclusivamente para receber esgoto. Resíduos sólidos precisam ser destinados corretamente, seja para reciclagem, coleta convencional ou pontos específicos de descarte”, completa Cleverson.

A Ambiental Paraná reforça que atitudes simples da população podem contribuir diretamente para a preservação ambiental e para o bom funcionamento do sistema de esgotamento sanitário. Materiais recicláveis, por exemplo, devem ser separados para a coleta seletiva, enquanto óleo de cozinha, medicamentos e resíduos específicos precisam ser encaminhados para locais apropriados de descarte.

Cinco atitudes que as pessoas devem exercitar e assim contribuir com o tratamento do esgoto que passa por sua residência:

  1. Descartar corretamente resíduos recicláveis
    Plásticos, embalagens, papéis e outros recicláveis devem ser encaminhados para a coleta seletiva, e não para o vaso sanitário ou ralos.
  2. Usar a rede de esgoto apenas para esgoto doméstico
    A tubulação foi projetada exclusivamente para receber água utilizada em banheiros, cozinhas e lavanderias.
  3. Separar resíduos especiais para descarte adequado
    Óleo de cozinha, medicamentos e resíduos químicos precisam ser levados a pontos específicos de coleta.
  4. Conscientizar familiares e vizinhos sobre o uso correto da rede
    O funcionamento do sistema também depende da colaboração coletiva entre população, empresas e poder público.
  5. Apoiar iniciativas de saneamento e preservação ambiental
    Pequenas atitudes diárias ajudam o Brasil a avançar rumo à meta de atender 90% da população com esgotamento sanitário até 2033.

Cinco pontos os quais as pessoas jamais devem fazer frente ao esgoto tratado que é ligado à sua residência:

  1. Nunca jogar lixo no vaso sanitário
    Lenços umedecidos, cotonetes, absorventes, fios dentais, cabelo e panos causam entupimentos e danos ao sistema.
  2. Nunca descartar óleo de cozinha na pia
    O óleo endurece nas tubulações, provoca bloqueios e aumenta os custos de manutenção.
  3. Nunca usar a rede de esgoto como lixeira
    Plásticos, embalagens e tecidos comprometem o tratamento do esgoto e prejudicam toda a operação.
  4. Nunca despejar resíduos que possam contaminar o meio ambiente
    Produtos químicos e resíduos inadequados aumentam os riscos ambientais e operacionais.
  5. Nunca ignorar os impactos do descarte incorreto
    O mau uso da rede pode causar extravasamentos, retorno de esgoto para residências e prejuízos para toda a cidade.

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