Postado por [email protected] em 09/jun/2026 - Sem Comentários
Boas práticas começam dentro de casa e, muitas vezes, pelas crianças. Mais de 150 alunos da Escola Municipal Máximo Jamur, no balneário de Caieiras, em Guaratuba, participam da Corrida de Olho no Óleo, ação que incentiva a arrecadação de óleo de cozinha usado e promove a sensibilização sobre o descarte correto do material junto às famílias e comunidades.
A gincana é uma iniciativa da Ambiental Paraná, empresa responsável pelo sistema de esgotamento sanitário de Guaratuba e outras 51 cidades do estado, em Parceria Público-Privada com a Sanepar, e faz parte das comemorações do Junho Verde, mês de conscientização ambiental. Até o momento foram coletados mais de 400 litros de óleo – volume que, se eventualmente não fosse descartado de forma correta, poderia contaminar até 10 milhões de litros de água, segundo estimativa da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).
A arrecadação do óleo usado irá até o dia 11 de junho. O estudante que arrecadar o maior volume de óleo ganhará um tablet e o título de ‘Herói da Natureza’. Durante dois meses, os estudantes recolheram o óleo usado em casa, com familiares, vizinhos e até comércios próximos, e levaram até o ponto de coleta instalado dentro da escola, evitando que fosse, eventualmente, despejado no sistema de esgoto.
“Quando trabalhamos educação ambiental com crianças, percebemos um efeito multiplicador ainda mais forte. Elas levam o aprendizado para dentro de casa, conversam com os pais, incentivam familiares e até vizinhos a mudarem hábitos. A sensibilização ambiental passa pela informação e pelo envolvimento da comunidade, e as crianças têm um papel fundamental nesse processo porque se tornam nossos porta-vozes”, afirma Cleverson França, responsável pela área socioambiental da Ambiental Paraná.
O projeto também contribui para orientar os alunos sobre a utilização correta da rede de esgoto. Isso porque a escola fica localizada no balneário de Caieiras, que acabou de receber mais de três quilômetros de rede coletora de esgoto e agora a novidade faz parte do dia a dia de muitas famílias. “O projeto vai além do aprendizado em sala de aula. É também uma ação de sensibilização e responsabilidade compartilhada sobre o bom uso da nova rede de esgoto no bairro. Além de incentivar o descarte correto do óleo de cozinha usado, a iniciativa reforça a importância da preservação ambiental e da balneabilidade das praias, contribuindo para a proteção da biodiversidade local e para a manutenção de um litoral mais limpo e saudável para toda a comunidade”, conclui Cleverson.
Os projetos de sensibilização ambiental vão além do óleo de cozinha. Segundo a Ambiental Paraná, resíduos que poderiam ser reciclados também acabam descartados incorretamente na rede de esgoto. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, mais de 91 toneladas de resíduos descartados irregularmente foram retiradas de Estações de Tratamento de Esgoto em 17 cidades do Paraná. Juntos, estes municípios somam pouco mais de 350 mil habitantes, entre eles Fazenda Rio Grande, Guaratuba e Morretes.
Entre os materiais encontrados, estão plásticos, panos, embalagens, fios, cotonetes, lenços umedecidos e outros itens que deveriam ser encaminhados para reciclagem ou para a coleta convencional.
Além de comprometer e sobrecarregar o funcionamento do sistema de esgotamento sanitário, o descarte incorreto pode causar entupimentos, extravasamentos e refluxo até para dentro das próprias residências, gerando incômodo para os moradores e danos aos equipamentos utilizados no tratamento do esgoto.
A relação entre saneamento e saúde pública também aparece nos indicadores. O Brasil registrou cerca de 344 mil internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) em 2024, segundo dados do DATASUS.
Os avanços rumo à universalização do saneamento impactam diretamente a população, a partir da melhoria da qualidade de vida e da redução de doenças associadas à falta de saneamento adequado. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, a ampliação do acesso aos serviços deve reduzir em 86.760 o número de internação por DRSAI no país. Considerando que o custo médio de internação foi de R$ 506,32 em 2024, isso representaria uma economia de R$ 43,9 milhões por ano aos cofres públicos.
A Ambiental Paraná é uma empresa da Aegea Saneamento, líder no setor privado de saneamento básico no Brasil, e responsável, desde janeiro de 2024, pela operação dos serviços de coleta e tratamento de esgoto, incluindo as atividades de execução de obras, operação, manutenção, ampliações, melhorias e implantações em 52 cidades do estado, por meio da Parceria Público Privada com a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ela é responsável pelo atendimento de 16 municípios da região Centro-Litoral do Paraná e por outros 36 municípios da região Centro-Leste. Ao lado da Sanepar, a Ambiental Paraná atuará promovendo o acesso à coleta e tratamento de esgoto de 90% da população das duas regiões, beneficiando mais de 800 mil pessoas até 2033.
Os municípios atendidos na região Centro-Litoral são: Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Bocaiúva do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Cerro Azul, Contenda, Fazenda Rio Grande, Guaratuba, Mandirituba, Morretes, Tijucas do Sul, Piên, Quitandinha, Rio Negro e Tijucas do Sul. Os municípios atendidos na região Centro-Leste são: Arapuã, Ariranha do Ivaí, Borrazópolis, Cafeara, Campina do Simão, Congonhinhas, Cruzmaltina, Cruz Machado, Espigão Alto do Iguaçu, Fernandes Pinheiros, Foz do Jordão, = Carneiro, Goioxim, Grandes Rios, Guaraci, Ibaiti Itaguajé, Jaboti, Jardim Alegre, Lupianópolis, Marquinho, Nova Tebas, Palmital, Pinhalão, Pinhão, Pitanga, Porto Vitória, Rancho Alegre, Ribeirão do Pinhal, Rio Branco do Ivai, Sabáudia, Santa Amélia, Santa Maria do Oeste, São Pedro do Ivaí, Teixeira Soares e Turvo.